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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BELA VISTA, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Informática e Internet, Livros, RPG



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Who Wants To Live Forever

Queen

Composição: Brian May


There's no time for us
There's no place for us
What is this thing that builds our dreams
Yet slips away from us

Who wants to live forever?
Who wants to live forever?

There's no chance for us
It's all decided for us
This world has only one sweet moment
Set aside for us

Who wants to live forever?
Who wants to live forever?

Who dares to love forever?
When love must die

But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
Forever is our today

Who waits forever anyway?

 



 Escrito por Raoni às 14h42
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Tempo

Se eu tivesse tempo, juro que escrevia por aqui.

 

 

Se bem que quem eu quero que me leia já pode fazê-lo pessoalmente.

Deixa pra lá.



 Escrito por Raoni às 10h32
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Caminhos

Eu já deveria ter ido dormir a essa hora. Porém momentos antes de eu me deitar veio um sentimento estranho de necessidade de escrever aqui. Como é possível perceber, os textos aqui andam bem nostálgicos. E pensando nisso vi que ainda tenho uma parte de mim no passado. Algo realmente grande e significativo. Algo que até me faça rever as escolhas que eu fiz durante a vida. Aquela agoniazinha quando se vê a felicidade de velhos amigos aos quais não acompanhou, e que hoje sua existência não seja significativa a eles... Porém existência a deles é significante a si, por algum motivo.

Então eu olho pro presente, e vejo que o caminho que eu escolhi é aquele que eu imaginava ter seguido (com algumas variações, obviamente) quando eu tinha lá meus... 15 anos? Enfim, 10 anos se passaram desde essa época, e nesse intervalo de tempo muito aconteceu. Cada um escolheu seu caminho, gostando dele ou não. É difícil não gostar do caminho que se esolheu, é mais fácil isso acontecer quando o caminho é imposto. E mesmo quando não escolhemos o caminho (ou até principalmente assim), aprendemos muito quando o percorremos. E isso é o que nos torna o que somos hoje. O aprendizado durante a jornada.

Claro, ainda sinto aquela agoniazinha que citei no primeiro parágrafo, mas eu entendo completamente a situação quando vejo que os caminhos foram trilhados, mesmo que tenha distanciado aqueles que há uma década consideráva meus melhores amigos. Hoje minha vida é outra, mas eu sou cada vez mais o que sempre fui. Uma versão mais madura, mais sábia e muito mais careca, mas ainda sou eu.

Pronto, agora posso ir dormir. Afinal, segundo o caminho que escolhi, devo acordar cedo todos os dias da semana, e segundo o que me foi imposto, devo acordar mais cedo ainda pra levar 3 litros de urina engarrafada pro laboratório medir minha proteinúria!!! E antes que eu me esqueça... trilhem seus caminhos, sigam seus sonhos! Inclua quem quiser neles, mas não deixe que tais pessoas estraguem tudo.

A seguir uma música do Angra (que representa muito bem o período que citei de 10 anos atrás), cuja letra ficou na minha cabeça esses dias, tem a ver com o que escrevi em cima. É sobre alguém que escolheu um caminho que não lhe agradou muito... e que também me faz lembrar de um amigo do presente.

Make Believe

Sat beside the meadow
Watching weeds agrow
Cleaned up all the ashes
Of my soul

Wrote down my own sentence
Now you take your way
Fades the last remembrance
Of your lovely pretty face

I, after all,
Just a lonely man - a lonely heart! Working on the future
Floating on fate
Faced the circunstances
Cleared up the shades, so

Make believe
There's no sorrow in your eyes
Can't you see
We could never get back from the start
Minutes waiting, life's been wasted
... maybe I wanna die some other day
Hear the whispers of your hope
The answer wasn't told
No, don't laugh seeing me cry
The end I've left behind
(... the whispers of your hope are left behind!)

Make believe
There's no sorrow in your eyes
Can't you see
We could never get back from the start
Minutes waiting, life's been wasted

And I've tried,
Maybe you deny
Words of peace
For the future of our lives
Bring to me
Something else than a broken heart
I won't wait 'till my life is wasted
... maybe I wanna die some other day



 Escrito por Raoni às 01h14
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Quando nostalgia não é decadência! *§*

Eu sempre disse por aqui que nostalgia é decadência, que quem vive de passado é museu, entre outras coisas em relação a uma vida que não se tem mais, e é supostamente melhor que a que vivemos agora. Porém ultimamente estou tendo uma onda nostálgica forte.

Primeiro, como podem ver em um post anterior, foi com a Geocities querendo fechar, e com ela vai embora meu primeiro site. Depois foram as fotos antigas de uma turma sendo postada no Orkut. Um dos membros dessa turma resolveu escanear suas velhas fotos de 7 anos atrás, e colocar em seu álbum, circulando os rostos de cada um com aquele recurso que redireciona para o perfil de cada um.

Pronto! A comunidade da turma ficou mais agitada, voltamos a nos falar mais frequentemente no MSN, e até abrimos um chat com algumas pessoas! O chat foi no MSN mesmo, e não no UOL, como era de costume... mas serviu para marcar o primeiro grande reencontro depois de muito tempo! Esta é a forma que acredito fazer com que a nostalgia deixe de ser decadência. É usar algo do passado para melhorar o presente.

Marcamos no Starbucks da Paraíso, e aos poucos todo mundo foi chegando. Eu mesmo cheguei um pouco atrasado, acompanhado da minha belíssima namorada. Ficamos no deck, e depois de muito papo, a chuva ameaçou acabar com tudo. Então resolvemos entrar! Aquele clima aconchegante do Starbucks nos lembrou de partidas de Lobisomem em Campos do Jordão (não, não é o RPG), e resolvemos jogar! Isso durou a tarde toda, é o comecinho da noite, até que decidimos comer em algum lugar. 

Alguns foram ao McDonald's, outros ao Black Dog, mas no fim todos voltaram a se encontrar no Prainha Paulista, para beber e conversar! Alguns também fumaram, e outros ainda continuaram comendo, mas o que importa é que quase todos continuaram ali, firmes e fortes, gostando da companhia um do outro. Se fosse algo baseado apenas em nostalgia, poderia acabar logo, alguns momentos no Starbucks já bastariam... mas parece que não é só isso!

Nesse encontro vimos que todos cresceram. Uns mais, outros menos. Mas sim, todos cresceram. Cada um tem sua vida, e a continuou da forma que mais queria. Alguns tiveram problemas, e os enfrentam bravamente, espelhados pelos exemplos dos amigos, dando assim reciprocamente mais exemplos aos mesmos! Alguns conseguiram se achar melhor no mundo, conquistando muito mais respeito. Ao menos de mim! Costumo respeitar muito aquelas pessoas que são sinceras consigo mesmas.

Enfim, todos aqueles adolescentes, e até algumas crianças, que se conheceram há uns 7 anos em um chat, hoje são adultos (ou tentam ser, ou não) que tem muito carinho pelo passado que viveram. Sem decadência alguma!

Obrigado a todos estes por terem feito parte de minha vida, e também obrigado àqueles que continuaram fazendo parte. Fazem bastante diferença! Obrigado. 



 Escrito por Raoni às 10h39
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Barbie Girl

"Nossa, amor, que frio!"

"Você trouxe blusa?"

"Trouxe."

"Então por que não veste?"

"Porque não combina com minha roupa!"

"¬¬"



 Escrito por Raoni às 19h43
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Adeus, Brumelac's Home Page.

Ultimamente muitas pessoas da mídia tem morrido. Panteras, coisas que mudam de cor e andam para trás, tripulantes de pássaros de aço franceses... E sempre há uma comoção grande em torno disso. Mas e quando o que morre é um objeto, e não uma pessoa? Quero dizer... algo que é inanimado, mas possui uma personalidade de certa forma. Carrega consigo uma lembrança, compartilha uma memória de um tempo em que não se preocupava com nada.

Ao falarmos assim parece que estamos falando de um brinquedo da infância que deve ser doado, ou até mesmo de uma festa de formatura, de uma turma que irá se desfazer para sempre academicamente falando. Porém estou falando de um site pessoal. Sim, uma boa e velha Home Page.

Quando eu tinha meus 11 ou 12 anos comecei a navegar na internet. Para que tenham uma referência, isso foi em torno de 1996. O "boom" da internet no Brasil já havia acontecido com os revolucionários modems de 14.400 bps, os pequenos provedores de esquina com links da Embratel e os grandes Pentium (eu to falando da primeira geração, nada de MMX, ou Pentium II). Há pouco eu havia conhecido o RPG, e já compartilhava este hobbie saudável com alguns amigos.

O pai de um amigo meu, que possuía um comércio de produtos eróticos, gostaria de fazer uma Home Page para sua loja. Algo simples, apenas com informações de endereço, fotos de alguns produtos... ainda não se pensava em lojas virtuais. Comprou então o tal FrontPage, não sei qual versão, para arriscar alguma coisa. Este sabia que eu era um garoto já aficcionado pela Web, e me convidou para dar uma olhada, e quem sabe lhe passar algumas dicas com algo que eu tinha aprendido ali. Fui até lá, e pra falar a verdade, não aprendi quase nada. Pra não dizer que não entendi bulhufas...

Mas aquilo me instigou... muito! Com este meu amigo, que jogava RPG comigo (e criou um boato sobre matar 20 tarrasques de fogo não sei como), decidi aprender como tudo funcionava, e criar um site sobre RPG! Eu já conhecia alguns sites menores, nos quais eu me inspirei, como o "Dæmoniu Sacru Home Page" (o qual me causou alguma confusão na minha família, mas esta é uma história para outro post), entre outros. Assim tinhamos um ponto de partida, de inspiração (para não dizer de cópia).

Após os muleques (eu e meu amigo) quebrarem muito a cabeça para aprender a fuçar no tal FrontPage, e até quase desistirmos, descobri a existência do FrontPage Express (na línguagem Microsoft, Express = Gratuito), o qual eu podia baixar e criar páginas HTML feliz e contente, sem complicação alguma. Criamos uma conta no GeoCities, e assim postamos a página inaugural ali! Era uma alegria só. Colocamos um contador despretencioso (alguém aí ainda sabe o que é um contador de visitas?), alguns links, copiamos algumas matérias da Dragão Brasil, e até um Guestbook!!! Tudo em uma página só, compridona Era nossa obra prima! Foi assim que nasceu a Brumelac's and Sparterion's Home Page. Ah, antes que perguntem, Brumelac e Sparterion eram respectivamente meu nick e de meu amigo no chat de Jogos e RPG do UOL.

Mais para frente o site foi fragmentado. Ganhei uns frames e um banner de título de um amigo do ICQ, e fiz o meu próprio site sozinho. A Brumelac's Home Page. Agora ele tinha um menu, várias seções, e eu já nem usava o FrontPage para criar as páginas. Tinha aprendido HTML!!! E ele está ali até hoje, mesmo que eu tenha parado de atualizá-lo. "Doei" todo seu material para a SpellBrasil, e me comprometi a colaborar com ela com coisas que postaria a partir de então (coisas que nunca fiz). A SpellBrasil é um finado portal de RPG, no qual apenas existe um fórum.

E foi assim que em minha adolescência nerd eu tive a minha primeira Home Page. Eu ainda tive algumas outras (alguém lembra do Colégio's Net de Taubaté?), e depois eu  entrei no universo dos blogs, sendo um dos únicos que conseguia customizar o layout. Agora esta lembrança viva será apagada com o fim do GeoCities. Querem cobrar 5 doletas por mês (na promoção!) para manter um site no ar. O que aconteceu com os sites gratuitos?? Agora todo mundo só tem blog, ou participa de uma lista de discussão, ou nem se arrisca mais nessas coisas. Tudo já vem pronto, modelado, e nem precisam mais bater a cara no HTML para customizar seus blogs. O mundo virtual mudou... pra melhor, claro. Mas bate aquele saudosismo agora...

Que papo de velho, hein! Eu sempre digo que nostalgia é decadência, mas saudosismo é saudável. Enfim, dêem uma olhada no site, e digam seu último adeus ao mesmo. Assinem meu livro de visitas repleto de Spams, e compartilhem comigo tal lembrança da adolescência. Mas apressem-se! Ele só estará lá até Outubro.

Adeus, Brumelac's Home Page. Sentirei a sua falta.

 



 Escrito por Raoni às 17h47
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O futebol é o ópio do povo.

Esta frase não é minha, mas eu achei que fosse até agora a pouco, quando encontrei mais de 95.500 resultados no Google. Este assunto é óbvio demais para que eu achasse ingenuamente que havia sido alguma idéia minha.

O que acontece é que o Corinthians ganhou! Opa, legal né? Quero dizer... legal se você for Corinthiano, né? O Corinthians ganha, todo mundo que torce pro Corinthians ganha o dia de folga, um aumento no salário, dá umazinha com o(a) respectivo(a), o filho tira 10 na escola, os políticos ficam honestos, param de cair aviões no mundo, entre tantas outras coisas que acontecem, né? Não??? Como assim não? Com a alegria que o povo tava gritando na rua ontem a noite, hoje nas reportagens da televisão, parece que tudo isso e mais um pouco aconteceu!!!

Isso me faz lembrar a política do pão e circo de Roma. A política podia estar uma merda, mas se o imperador abrisse as portas do Coliseu e jogasse pão aos súditos, ninguém podia reclamar, podia? Aqui é a mesma coisa, mas um pouco pior. Desta vez não temos o pão!!! Só a merda do circo. E os palhaços somos nós!!! E daí que o Ronalducho é brasileiro e não desiste nunca? Ele tem dinheiro pra caralho! Ele pode fazer o que quiser!!! Até não desistir nunca!!! Pegar travesti! (Nota: Sobre isso eu tenho uma teoria, que o Ronaldo pega travesti pra não ter perigo de alguém dar o golpe da barriga nele. Esperto.)

É dar atenção demais ao que tem importância de menos. E os poderosos, que tem dinheiro (afinal, dinheiro = poder), defendem o futebol o protegendo de todas as formas possíveis. Esta é a forma de deixar o brasileiro alegre mesmo com tanta merda acontecendo. É como a Idade das Trevas, onde a religião era o ópio da época. Ninguém reclamava, lutava, revoltava, tentava alguma coisa, porque temia a Deus. Ou achava que Deus tinha reservado a estes o destino que mereciam. Deus este que tinha entre seus "representantes diretos" os líderes da luxuosa (dinheiro = poder, lembra?) Igreja. E quem usasse o mesmo Deus pra sua própria causa era tido como louco, impostor, e queimado na fogueira (vide Joana D'Arc).

Eu digo isso porque o futebol é responsável por diversos crimes. Destruição de propriedade pública, roubo, brigas entre torcidas, assassinatos, estelionato, dentre tantos outros. Mas alguma autoridade se mobiliza para proibir o futebol? Não??? Porque não??? Então porque se mobilizam para proibir um jogo quando aparecem dois ou três casos que dizem, por meio de investigações tendenciosas ou por palavras de mentirosos advogados, que a culpa é do famigerado RPG? Será que é porque o jogo abre a mente ao invés de fechá-la? Cria uma consciência ao invez de emburrecer o povo? Faz o cidadão pensar melhor na vida que vive ao imaginar outras realidades ao invez de achar que a alegria da vida está entre quatro linhas?

Esta é uma questão que hoje lateja em minha mente. Espero que faça alguma diferença pra quem lê também.



 Escrito por Raoni às 10h53
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De repente...

...eu senti um desânimo. Daqueles que não dá vontade de acordar, querendo ficar dormindo o dia inteiro. Daqueles que quando se está acordado tem-se vontade de ir dormir novamente. Provavelmente há alguma insatisfação obscura, que meu subconsciente esteja gritando a mim. Ou talvez eu esteja apenas me rendendo...

Escrever neste blog também significa que há alguma coisa errada. Geralmente eu escrevo aqui quando há algo errado, ou quando alguma coisa muda. Seja pra melhor ou pra pior (e nesse caso, voltamos ao primeiro motivo). Mas desta vez nada mudou, nem há nada de errado. É só uma... coisa!

Talvez sejam os fantasmas do passado que ressurgiram decrépitos de suas tumbas para me assombrar. Eu acho que sei lidar com isso, mas se eu não quisesse que o passado ficasse no passado, ele ainda seria meu presente. Claro que existe aquele passado que queremos que ressurja, que um dia era alegria e sumiu, mas quando se trata de fantasmas, não é bem poraí.

Eu andei tendo sonhos também... sonhos estranhos, onde pessoas próximas a mim morriam. Geralmente era uma morte trágica, cheia de sangue, na qual eu presenciava. Sempre era um acidente (não, não tenho sonhado que as mato). Poderia até usar uma daquelas técnicas de interpretação de sonhos, mas as acho mais subjetivas que horóscopo diário. Nem todas servem para todo mundo. Ou será que alguma serve pra mais de uma pessoa? De qualquer forma eu acho que devo mais atenção a essas pessoas. Estou em débito com elas, ou me sinto assim ao menos, mesmo que não esteja.

Me sentiria mais confortável se sonhasse com os fantasmas do meu passado morrendo em meus sonhos! Assim as coisas fariam mais sentido... Entretanto, quando algo não faz diferença, não nos preocupamos muito com isso, não é?

No fim eu acho que tudo isso acontece porque sou um reles ser humano. Não é porque eu tento ser forte, que devo ser forte pra enfrentar certas situações, que eu não tenha minhas evidentes fraquezas. Então eu peço desculpas àqueles próximos a mim que por algum motivo eu magoei, e por aqueles que eu devo alguma atenção. Espero conseguir retribuir a todos vocês, da melhor forma possível.

Pra terminar, já repararam o quanto meu blog é egocêntrico? Enfim, isso é assunto pra outro post...



 Escrito por Raoni às 13h03
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A rosa negra - velhos amigos sempre voltam!

Hoje eu tive uma boa surpresa. Foi um bom dia, um dia perfeito, para uma segunda-feira. Mas uma grande surpresa ainda estava para acontecer. Já anoitecia, o sol já não brilhava mais no céu. Ali, no meio do jardim, nascia uma rosa. Mas era uma rosa diferente, dentro de tantas coloridas que alegram minha vida. Era uma rosa com pétalas escuras, quase negras, que na sombra se pareciam com o breu. Estava escondida, tímida, mas querendo aparecer, com suas pétalas quase que fechadas. Olhei para ela, curioso, e tive boas lembranças. Foi quando assoprei, não acreditando muito no que via, mas as pétalas logo se abriram, e sorriram. Não era um sorriso de felicidade plena, mas era uma satisfação momentânea por estar ali. Um alívio de ver um rosto conhecido. E eu sorri de volta.

Suas pétalas escuras não me inspiravam tristeza, ou nada negativo. Era algo mais profundo, que poderia levar a lugares muito além, como o espaço, como a nuvem negra de uma tempestade, da qual se busca abrigo. Me inspiravam boas lembranças, de uma época que eu acreditava na boa vontade das pessoas, e comecei a aprender a amar mesmo sem conseguir olhar nos olhos, e talvez até a errar por isso. Bons tempos de aprendizado, de muitas dificuldades que hoje são apenas lembranças de superação. Uma rosa que eu pretendo não perder mais de vista.

Seja bem vinda de volta!



 Escrito por Raoni às 01h56
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Só pra não completar um ano...

Estou escrevendo hoje porque lembrei que o blog existe, e para não completar um ano sem que eu escreva nele. Por falar em um ano, muita coisa aconteceu nesse último ano, que passou bem rápido. Já completei um ano que me mudei para São Paulo definitivamente, e desse 1 ano, 5 meses que moro sozinho. Logo fará um ano que to no meu atual emprego, e já faz mais tempo que isso que encontrei uma pessoa que faz a maior diferença em toda a minha vida.

Agora eu to olhando pra frente, e vendo o que vai acontecer nesse 1 ano. Comecei uma pós-graduação, uma especialização focada no que eu trabalho. Estou estudando pra conseguir alguma certificação, também relacionada ao trabalho. Um caminho que antes eu pensava ser o menos provável que eu fosse seguir quando eu me formasse, mas agora é aquele em que eu estou investindo. Imagino ser um bom caminho, que vai me trazer alguma satisfação e me permita construir uma família. Da forma que eu acho que deve ser. E aparentemente, uma parte dela já encontrei. O resto falta encomendar... daqui um tempo, na hora certa.

E aquele abismo lá atrás? Ele nem é algo que eu possa ver. Está abaixo das nuvens, por cima das quais estou agora. Ainda carrego algumas cicatrizes, que me ardem e me fazem capengar hora ou outra. Mas nunca me fazem perder a força. Logo elas estarão completamente cicatrizadas, e nunca mais voltarão a perturbar. Hoje estou ao lado daqueles que me deram luz, e agradeço a todos eles por isso. Vocês sabem quem são, e dispensam comentários. Amo todos vocês.

E que esse post possa me fazer postar mais aqui! Não quero completar mais um ano... uma semana, quem sabe.



 Escrito por Raoni às 22h20
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Estréia

Chega de ensaios! Chegou o dia da estréia. Agora é pra valer. Se alguma coisa sair errado, todo o público será testemunha da tamanha perda que me abaterá. Uma estréia é apenas a aplicação daquilo que tanto foi ensaiado, planejado, imaginado, testado e aprovado. Mas ainda assim, é uma estréia.
Não há falas prontas, mas o roteiro eu sei de cabeça há muito tempo. Então vou improvisar, me virar em cima do palco para que ninguém perceba que algo não era pra ter acontecido, mas que mesmo assim eu consiga ter o que é preciso pra lidar com qualquer imprevisto.

E que o espetáculo comece!!!

Dica: escutem Bright Eyes, do Blind Guardian.

 Escrito por Raoni às 01h10
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Tudo sob controle.

Sabe quando tudo está indo bem, e que até os problemas parecem estar sob o próprio controle? Parece que eles foram escolhidos, e não causados por forças externas e não há nada que se possa fazer para resolvê-los. Claro que se pudesse escolher, não teria problemas. Mas se pudesse escolher problemas, escolheria os que eu tenho agora. Será que é porque eu tive tantos problemas que agora eu dou mais valor ao que tenho de bom?

E se eu pudesse escolher um amor, escolher os amigos, escolher um desafio profissional, provavelmente escolheria todos esses que tenho hoje também. Quando tudo segue um curso que imaginamos, é muito mais gratificante. Não que não existam surpresas, mas estas estão intrínsecas em cada aspecto da felicidade.

Amigos?

Queria agradecê-los, e lembrá-los o quão são importantes.

Obrigado pelas tranças sábias e de coração imenso, boas demais para pensar em qualquer mal de alguém.

Obrigado pelo cavanhaque companheiro e poético, com quem muitos cafés ainda devo dividir.

Pelos lisos e longos cabelos negros nipônicos, que todos os dias me desejam um bom dia, e cuja inocência a faz ser uma excessão agradável nesse mundo.

Obrigado pelos vermelhos fios virtuais sobre a neve, que me mostra talvez até sem querer que amizades não precisam ser "de verdade" para valerem a pena.

Obrigado pela reluzente careca alegre e bruta, que é ótima para dizer muitas verdades e fazerem olhos se abrirem, porém agora mais distante do que eu gostaria.

Obrigado pelos lindos cachos que se entrelaçam em cordas que amarram meu coração, e grudam em minha barba, numa gostosa esperança de uma felicidade no presente e no futuro.

Obrigado aos felinos pêlos pretos e brancos, companheiríssimos, mais do que qualquer um pudesse imaginar que alguém de tal raça pudesse ser.

Obrigado a todos os pêlos e cabelos (e ausência dos mesmos) que não citei aqui, mas sabem que tem tamanha importância e significado na minha felicidade.

Obrigado!

P.s: Isso que dá escerver no blog logo depois de aparar a barba!



 Escrito por Raoni às 00h50
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E se...

...e se gatos soubessem voar?

 Escrito por Raoni às 23h53
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E se...

...e se tudo fosse diferente? E se homens voassem e mulheres os caçassem com rifles em suas torres?

E se todos resolvessem esquecer do tempo, e começassem a usar o espaço, e apenas o espaço, como referência?

E se comprássemos família em super-mercados? "Ei, me vê uma dúzia de tias solteironas, e dois irmãos bastardos, no capricho.".

E se bichos falassem, tornando as fábulas tão plausíveis?

E se cada um falasse uma língua diferente, e tivéssemos que inventar uma nova forma de nos comunicarmos?

E se todo mundo só enxergasse em azul?

E se a terra fosse plana, onde a morte seria ir para um mundo além do abismo, onde existisse uma nova vida?

E se não precisássemos comer, vivendo apenas de sol?

E se não houvesse sol?

E se... e se... e se???

 Escrito por Raoni às 00h27
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Por que só com palavras...

...que podemos escrever?

Existe alguma palavra que representa a ausência de palavras pra se expressar? Se eu postar uma imagem, pode valer mais do que mil palavras. Mas será alguma delas a que eu preciso? Quero apenas uma. Eu quero apenas uma... O fato de não tê-la me deixa tão agoniado, que não tem nem como eu inventar tal palavra ou coisa assim. Não adianta buscar no dicionário também. Eu sei onde ela está? Eu sei. Só que agora ela não me ocorre.

Vocês já tiveram um pressentimento ruim?

 Escrito por Raoni às 11h31
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